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Rede Federal

Projetos da Rede Federal lançam mão da ciência para o desenvolvimento de tecnologias assistivas

IFG se destaca com projeto da luva transceptora

  • Criado: Segunda, 18 de Novembro de 2019, 08h02
  • Última atualização em Quarta, 11 de Dezembro de 2019, 15h19
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O Instituto Federal de Goiás (IFG) foi destaque na página eletrônica do Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica. Com o projeto inovador do protótipo de alta tecnologia desenvolvido por pesquisadores do IFG, a partir do qual os gestos feitos pelo usuário são captados por uma luva capaz de converter os movimentos para textos escritos em português, inglês e várias outras línguas. O sistema de tradução bidirecional possibilita a visualização simultânea da mensagem no computador.

Voltado especialmente a facilitar a comunicação entre surdos e ouvintes, o projeto também conta com outra funcionalidade, em desenvolvimento, a fim de possibilitar o diálogo entre uma pessoa surda e outra cega. A partir do texto na tela do computador, um aplicativo faria a leitura oral da mensagem escrita. Com as duas frentes de trabalho da pesquisa, o projeto busca facilitar o diálogo dos surdos dos institutos federais com toda a comunidade acadêmica e externa, além de quebrar barreiras.

Desenvolvido desde 2014 e ainda em fase de expansão, a iniciativa deverá ser levada para todas as instituições federais de educação profissional e tecnológica do País por meio da distribuição de 50 kits do equipamento. Cada conjunto contará com um par de luvas bidirecionais, computador, aparelho Kinect, software tradutor e interpretador de língua de sinais.

Nas demais regiões do Brasil outros projetos de pesquisa e inovação ganham destaque e mostram o quanto a Rede Federal produz ciência, mais ainda, ciência aplicada ao cotidiano das pessoas. Não apenas nos processos de ensino como também em projetos de pesquisa e extensão, o desenvolvimento de tecnologias assistivas, além de tornar a educação cada vez mais abrangente, também cumpre um importante papel ao minimizar barreiras que ainda dificultam a aprendizagem de estudantes com necessidades educacionais específicas.

Prótese de mão – No Sul do País, um projeto em desenvolvimento também alia ciência e tecnologias assistivas. No Campus Pelotas do Instituto Federal Sul-rio-grandense (IFSul), uma prótese de mão acionada por sinais eletromiográficos tem sido desenvolvida com o objetivo de viabilizar uma prótese acessível a pessoas com a mão amputada, reduzindo custos.

Iniciada em 2018, a pesquisa feita na unidade trabalha em duas frentes: na construção da mão, impressa em impressora 3D, e no processamento de sinais biomédicos utilizados no controle das ações da prótese com comandos pré-definidos no computador.

Bolsista, o estudante Fernando Caldas ressalta a oportunidade de colocar em prática aquilo que foi aprendido em sala de aula e de trabalhar na solução de um problema da comunidade. “Foi incentivador e desafiador, até mesmo para me motivar no curso e ver que a engenharia é muito mais do que aquilo que se aprende em uma sala de aula”, completa. 

Química para todos – Tornar a tabela periódica acessível para pessoas sem nenhuma ou com pouca visão. Esse é um dos focos de um trabalho que vem sendo desenvolvido na região Norte do País, mais especificamente no Campus Tucuruí do Instituto Federal do Pará (IFPA).

Como o próprio nome sugere, o Quimivox é voltado para o ensino de Química. Ele funciona a partir de um sintetizador de voz que faz a leitura das informações presentes na tela do computador. É uma ferramenta que possibilita aos usuários o acesso a várias informações sobre elementos químicos, viabilizando, assim, o estudo da tabela periódica para alunos com deficiência visual. E o trabalho vem se expandindo. Atualmente, estudantes e professores da unidade têm trabalhado na terceira versão do projeto, que abordará outros conteúdos da Química.

Até pouco tempo atrás, Alex de Oliveira era estudante do campus e um dos desenvolvedores do Quimivox. Hoje, ele é professor na área de Informática na própria unidade e permanece envolvido com o projeto. “Percebo que aprendo muito e isso contribui para a minha vida acadêmica e profissional, propondo uma forma de ensino na área de química às pessoas com deficiência visual, promovendo uma maior independência”, diz.

Adestramento – Mas não são apenas as tecnologias digitais que se tornam aliadas da inclusão na Rede Federal. Os Centros de Formação de Treinadores e Instrutores de Cães-Guia implantados nos Institutos Federais Catarinense (IFC), do Espírito Santo (Ifes) e Goiano (IFG) formam profissionais para atuarem como especialistas em treinamento de cães-guia e como instrutores de duplas envolvendo a pessoa com deficiência visual e o animal.

De acordo com a equipe responsável pelo projeto no IFC – instituição da Rede Federal pioneira na área –, a formação busca aumentar o número de cães-guia em atividade no País e contribuir com a melhoria da qualidade de vida e da autonomia dos deficientes visuais. Para isso, a estrutura dessas unidades conta com alojamento, canil, maternidade, clínica veterinária e pista de treinamento.

Só no IFC, 30 duplas de cão-guia e pessoa cega já foram formadas, sendo que cada animal que conclui a formação é outorgado ao usuário. Além disso, outros 27 cães fazem parte, atualmente, do processo pedagógico da terceira turma do curso de Treinador e Instrutor Cães-guia em nível de especialização. A pós-graduação é voltada a pessoas que possuam nível superior em qualquer área do conhecimento.

 

Greice Gomes e Vitor Azocar / Instituto Federal Sul-rio-grandense (IFSul). Com informações das Assessorias de Comunicação dos Institutos Federais de Goiás (IFG), do Pará (IFPA) e Catarinense (IFC).

 

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