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Projeto

Grupo artístico do Câmpus Aparecida de Goiânia colabora com formação de socioeducadores

Jovens e adolescentes do Corpo Composto dialogam com socioeducadores do CEPEA por meio da arte. 

imagem sem descrição.

Neste ano, o Grupo Corpo Composto, do Câmpus Aparecida de Goiânia do Instituto Federal de Goiás (IFG), foi convidado a colaborar com um importante projeto do Centro de Pesquisa e Extensão do Adolescente (CEPEA), da Universidade Federal de Goiás. A parceria vem sendo lapidada desde o mês de abril, quando os jovens artistas, alunos do Ensino Médio e dos cursos superiores do Instituto, foram convidados a apresentar seus trabalhos cênicos para um grupo de socioeducadores que trabalham com menores infratores em regime fechado e semiaberto. Trata-se de uma oportunidade de dialogar sobre a arte como potência para a ação e discussão sobre subjetividades na fase da adolescência.

A primeira participação do Corpo Composto no projeto “Formação Continuada dos Profissionais do Sistema Socioeducativo do Estado de Goiás” foi em abril deste ano, em Goiânia. Em maio os artistas viajaram para Anápolis, para uma nova participação. No segundo semestre há a projeção para novas apresentações ocorrerem em outras 8 cidades do interior do Estado, o que tem gerado grande expectativa entre os integrantes e os coordenadores do grupo.

Segundo a professora Giovana Consorte, uma das criadoras e coordenadoras do coletivo artístico do IFG, a ideia da participação do grupo se relaciona com a posição de protagonismo dos adolescentes em relação as suas histórias e narrativas de vida. “Na prática, nós levamos trechos dos espetáculos do grupo - AdoleSendo e Q - , e entre os espetáculos abrimos uma grande roda de conversa para que os integrantes do grupo, em sua maioria adolescentes, possam falar sobre suas realidades e dessa forma possam estabelecer um diálogo com os sujeitos socioeducadores.”

Perguntada sobre a necessidade desse diálogo, a professora do curso de Licenciatura e Dança do IFG explica: “Estes professores, psicólogos, pedagogos, e demais profissionais, também trabalham com esse público de adolescentes. O que separa os menores infratores dos menores artistas por vezes é questão de sorte ou oportunidade! Dessa forma, os cursistas podem fazer perguntas ao elenco referentes a assuntos diversos envolvendo a adolescência. A intenção desse diálogo é sensibilizar os educadores e a palavra de ordem é empatia.”

Para o grupo de artistas, composto por adolescentes em fase de construção de suas próprias trajetórias, o projeto tem garantido um novo olhar sobre o que eles próprios estão produzindo a partir deste núcleo. Sobre isto, Giovana comenta: “Acredito que os meninos aprendem muito, principalmente a importância da arte na educação. Ao compartilharem histórias fazem também o exercício da escuta, do acolhimento, da empatia, e lançam ao mundo olhares mais sensíveis.” E sobre os resultados dessa interação, ela reforça: “Os resultados têm sido muito positivos, e o retorno que recebemos tanto da organização quanto dos cursistas tem sido muito importante para aprimorarmos nosso olhar e nosso trabalho.”

A professora Rousejanny Ferreira, que também é uma das criadoras e coordenadoras do Corpo Composto, explica sobre a formação inicial da parceria e sua continuidade: “O convite surgiu da participação do Corpo Composto na abertura do I Congresso Adolescer, promovido também pelo CEPEA. Começamos um diálogo sobre as linhas de investigação do Corpo Composto e nossas produções artísticas e logo veio o convite da professora Rúbia Oliveira para assumirmos um módulo do curso. A primeira apresentação foi em abril, para unidade de Goiânia e aconteceu na faculdade de educação da UFG. A segunda foi dentro da unidade em Anápolis, e existem outras cidades no circuito.”

Sobre as próximas agendas, Giovana explica: “Para estes outros municípios, as negociações são feitas a cada edição, porque depende da disponibilidade dos bailarinos envolvidos, que ainda são todos estudantes. O certo é que há interesse tanto por parte dos organizadores quanto por parte do grupo em compor as próximas edições. Vamos torcer pras agendas se acertarem. Mas o diálogo estará sempre aberto de um ou de outro modo.”

 

Corpo Composto 

Formado em 2016, o Grupo Corpo Composto reúne cerca de 30 estudantes do Câmpus Aparecida de Goiânia do Instituto Federal de Goiás, que são protagonistas de um trabalho que busca oferecer espaço de comunicação e expressão para estes jovens, por meio das artes cênicas. Seus trabalhos artísticos dialogam muito bem com adolescentes e tratam sobre as questões cotidianas desse público. O coletivo já tem dois espetáculos em repertório, “Adolescendo” e “Q”, este último dirigido pelo espanhol Antonio Gómez, da Companhia Inestable 21, de Lleida. Os jovens artistas do Câmpus Aparecida de Goiânia já participaram de eventos no Brasil e no exterior, como o FETO – Festival Estudantil de Teatro, em Belo Horizonte, em que esteve por  dois anos consecutivos, e o Festival Vamos que Veninos, na Argentina, onde recebeu menção como um dos grupos destaque do evento. No município de Aparecida de Goiânia o grupo recebeu a homenagem do Mérito Cultural da Prefeitura, no final de 2018, e em 2019 foi contemplado pelo Prêmio Cultura Viva.

 

Sobre o Projeto

Desde 2007, o Centro de Pesquisa e Extensão do Adolescente (CEPEA), da Universidade Federal de Goiás, em colaboração com o Grupo Executivo de Apoio a Crianças e Adolescentes, é responsável pelo projeto Formação Continuada dos Profissionais do Sistema Socioeducativo do Estado de Goiás. Além disto, a instituição também trabalha no atendimento direto ao adolescente, na perspectiva da saúde mental, da formação cidadã e da socialização de adolescentes em conflito com a lei. Este trabalho fez com que o Centro se tornasse uma referência no Estado de Goiás. Atualmente esse órgão está em fase de reorganização, com a proposta de tornar-se um centro de atendimento psicológico destinado exclusivamente a adolescentes em cumprimento de medidas socioeducativas em meio aberto.

  

  

Coordenação de Comunicação Social e Eventos/Câmpus Aparecida de Goiânia

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